O HOLOCAUSTO BRASILEIRO

Ah... Meu pessimismo e ateísmo estavam, vamos dizer, arrefecidos... Coube à "cordialidade" do brasileiro acordá-los. Barbacena nunca mais!

Leituras que fortalecerão o nosso pessimismo.

  • "As Intermitências da Morte" de Saramago
  • "Os Ratos" de Dyonélio Machado

12.8.19

“Num único dia, Bolsonaro mente sobre todos os assuntos possíveis, da maior gravidade – desmatamento na Amazônia, fome no Brasil, assassinatos no regime militar – e, 24 horas depois, tudo segue normalmente, inclusive a demissão das pessoas que, dentro do governo, rebatem suas mentiras.
No Brasil da família Bolsonaro, só existe uma medida de realidade, a dele. O presidente-ditador-rei diz o que quer e manda punir quem o desdiz.
Qual é o nome desse tipo de regime? Tirania.”
Cláudio Viola Pinheiro

9.4.19

DA SÉRIE ASSASSINOS 5


27.2.19



10.11.18

Se tiver algum tipo de pudor, não leia o texto, tampouco o livro.


Resultado de imagem para imagem do livro a mulher que escreveu a bíblia    "Como os profetas, eu estava vendo, com meridiana clareza, o que aconteceria daí em diante,  não nos meses seguintes, mas nos séculos seguintes; um relato que poderia dar origem a muitos livros (e eu até imaginava um nome para esses livros, um nome grego, porque grego seria uma língua importante: Bíblia). Animada por uma força misteriosa minha mão escrevia, escrevia febrilmente. No caso do rei: o que poderia suceder a um fescenino babaca que ficava na cama com uma estranha, fodendo e recitando o Cântico dos cânticos, enquanto conspiravam para liquidá-lo? Se escapasse aos punhais continuaria construindo santuários e mais santuários, cultos e mais cultos brotando como cogumelos no esterco, na imundície na qual rolava com as mulheres a quem estava submetido por conta de sua fraqueza, de sua vaidade. O castigo seria inevitável; um castigo que, para seguir o tom geral do texto, eu chamaria de divino: "Então", escrevi, "o Senhor se irritou contra Salomão, porque este desviou o coração do Deus de Israel que lhe tinha ordenado não seguir deuses estranhos. E disse: 'Já que sabias disto, mas não observaste a aliança e os decretos que te impus, vou arrancar de ti o reino para entregá-lo a um dos teus servos. Contudo, em atenção a teu pai Davi, não o farei durante tua vida. Só o arrancarei da mão de teu filho". Narrei em seguida como um revolta, ocorrida no reinado de Roboão, filho de Salomão, dividiu o reino em dois. Descrevi esses reinos dilacerados por conflitos; falei sobre o desespero de profetas que, como eu, tentavam alertar governantes contra perigos da impiedade. Antecipei a ocupação da região por grandes potências estrangeiras, a última das quais senhora de um vasto império e o sofrimento do povo oprimido pelos mandatários estrangeiros, contrastando com a vida regalada dos seus aliados, os sacerdotes do Templo e os potentados locais. A resposta a esse situação só poderia ser a revolta - como a do pastorzinho - mas também o nascimento de uma nova religião. Nela, o Jeová enigmático, autoritário, seria substituído por um Deus-Pai, todo-poderoso, sim, mas ao mesmo tempo misericordioso. E haveria um Filho, com quem as pessoas poderiam se identificar em sua aflição; esse Filho, sob forma humana, pregaria o amor e as justiça, realizaria milagres, curaria enfermos - eu estava lembrando o desespero de minha amiga Mikol, doente e sem ter a quem recorrer. Naturalmente seria sacrificado pelos representantes do Império e seus cúmplices locais, mas ressurgiria de entre os mortos e ascenderia aos céus. Ah, sim, este Filho teria uma Mãe, uma figura feminina muito diferente da Eva ou mesmo das matriarcas (ou da minha omissa genitora), uma Mãe que seria o símbolo da bondade, uma figura feminina mediante a qual os fiéis poderiam apelar ao Pai e ao Filho. A Trindade se completaria com um Espírito Santo, simbolizado por uma ave - não os corvos com quem Salomão gostava muitas vezes de conversar, mas por um puro e inocente pombo, muito diferente dos pombos do palácio, neles incluído os portadores de almas penadas. Em vez de um Templo central, com seus custosos sacrifícios, surgiriam milhares de templos, grandes e pequenos, ricos e pobres, onde todos poderiam comparecer sem problemas, sem oferecer sacrifícios; sacerdotes ouviriam as pessoas e absolveriam seus pecados, livrando-as de nossa milenar culpa. O papo de Povo Eleito acabaria, a nova religião procuraria conquistar adeptos entre todos os povos, terminando inclusive com aquela história de se distinguir dos outros pela circuncisão. Diante da amplitude dessa nova religião, a glória de Salomão simplesmente seria eclipsada."


in Moacir Scliar, "A mulher que escreveu a Bíblia", pag. 151/2, Ed. Cia. das Letras, 6a. edição, 2007.

10.8.17

Little Boy em Hiroshima; Fat Man em Nagasaki.

FAT MAN: COMO UM HOMEM GORDO FEZ DESAPARECER 40.000 PESSOAS EM UM ÁTIMO DE TEMPO.



29.5.17

O nascimento de deus como uma grande idéia de negócio na história humana.

     "Os agricultores acreditavam em histórias sobre deuses grandiosos. Eles erigiam templos ao deus de sua preferência, organizavam festivais em sua homenagem, ofereciam-lhe sacrifícios e davam-lhe terras, dízimos e presentes. Nas primeiras cidades da antiga Suméria, cerca de 6 mil anos atrás, os templos não eram apenas locais de culto; eram também os mais importantes centros políticos e econômicos. Os deuses sumérios preenchiam uma função análoga à das modernas marcas e corporações. Hoje, corporações são entidades ficcionais legais que possuem propriedades, emprestam dinheiro, contratam empregados e lançam empreendimentos econômicos. Nas antigas cidades de Uruk, Lagash e Shurupak, os deuses faziam as vezes de entidades legais que podiam ser proprietárias de campos e escravos, dar e receber empréstimos, pagar salários e construir represas e canais.
      Como deuses nunca morrem, e como não têm filhos para disputar sua herança, eles acumularam cada vez mais propriedades e poder. Um número crescente de sumérios viu-se trabalhando para os deuses, tomando empréstimos junto a eles, cultivando suas terras e devendo-lhes impostos e dízimos. Assim como na San Francisco de hoje João é empregado da Google, enquanto Maria trabalha para a Microsoft, na antiga Uruk uma pessoa era empregada pelo grande deus Enki, ao passo que sua vizinha trabalhava para a deusa Inana. Os templos de Enki e de Inana dominavam a linha de horizontes de Uruk, e seus logotipos divinos eram a marca de prédios, produtos e roupas. Para os sumérios, Enki e Inana eram tão reais quanto o Google e a Microsoft são reais para nós. Comparados a seus antecessores - os fantasmas e espíritos da Idade da Pedra -, os deuses sumérios eram entidades muito poderosas.
    Nem é preciso dizer que os deuses efetivamente não conduziam seus negócios, pela simples razão de que não existiam exceto na imaginação humana. As atividades cotidianas eram administradas pelos sacerdotes do templo (assim como o Google e a Microsoft têm de contratar humanos de carne e osso para gerenciar seus negócios). Contudo, à medida que os deuses adquiriam mais propriedades e mais poder, os sacerdotes já não eram mais capazes de dar conta. Ainda que representassem o poderoso deus do céu ou a onisciente deusa da terra, eles mesmos eram mortais falíveis. Era difícil lembra quais eram as propriedades, pomares e campos que pertenciam à deusa Inana, quais dos empregados já tinham recebido seus salários, quais inquilinos deixaram de pagar o aluguel e que taxas de juros a deusa cobrava de seus devedores. Esse foi um dos principais motivos pelos quais na Suméria, como em qualquer outra parte do mundo, as redes de cooperação humana não puderam se expandir significativamente, mesmo milhares de anos após a Revolução Agrícola. Não havia reinos enormes, nem extensas redes de comércio, nem religiões universais.
    Esse obstáculo foi afinal removido há aproximadamente 5 mil anos, quando os sumérios inventaram a escrita e também o dinheiro. Esses irmãos siameses - nascidos dos mesmos pais, ao mesmo tempo e no mesmo lugar - acabaram com as limitações de processamento do cérebro humano. A escrita e o dinheiro possibilitaram que se começasse a coletar impostos de centenas de milhares de pessoas, a organizar burocracias complexas e a estabelecer amplos impérios. Na Suméria, esses reinos eram administrados em nome dos deuses por sacerdotes-reis humanos. No vizinho vale do Nilo deu-se um passo à frente, com a fusão do sacerdote-rei com o deus e a criação de uma deidade viva - o faraó."

Homo Deus - Uma breve história do amanhã, de Yuval Noah Harari, pag. 165/166, Companhia das Letras, 1a. edição, 2016.

14.2.17

BRASIL-COLÔNIA, 1942, 1976, 2017: A FORMAÇÃO DO BRASIL QUE NUNCA TERMINA.


          O trecho abaixo foi extraído das páginas números 285 e 286, 14a. edição, Editora Brasiliense, 1976, do livro Formação do Brasil Contemporâneo, escrito por Caio Prado Júnior, em 1942. 
          Caio Prado revela um Brasil que não consegue desconectar-se de seu passado colonial e segue a sua evolução por "arrancos" em que cada passo avante há que retroceder outros dois, deixando rastros de destruição do que foi construído com o suor de seus habitantes. Foi assim um retrato do Brasil-colônia; foi assim um retrato da época em que o livro foi escrito, 1946, com Vargas; foi assim com a época em que este exemplar foi impresso, 1976, com a ditadura militar e finalmente é assim com o que vivemos hoje, 2017, com Temer. Qualquer momento histórico que visualizemos, os "arrancos" de que fala Caio Prado ali estará presente.
         Somos ainda uma colônia, colônia de nós mesmos.

    "Um último fator, finalmente, traz a sua contribuição, e contribuição apreciável de resíduos sociais inaproveitáveis. É a instabilidade que caracteriza a economia e a produção brasileira e não lhes permite nunca assentarem-se sólida e permanentemente em bases seguras. Em capítulo anterior já assinalei esta evolução por arrancos, por ciclos em que se alternam, no tempo e no espaço, prosperidade e ruína, e que resume a história econômica do Brasil-colônia. As repercussões sociais de uma tal história foram nefastas: em cada fase descendente, desfaz-se um pedaço da estrutura colonial, desagrega-se a parte da sociedade atingida pela crise. Um número mais ou menos avultado de indivíduos inutiliza-se, perde suas raízes e base vital de subsistência. Passará então a vegetar à margem da ordem social. Em nenhuma época e lugar isto se torna mais catastrófico e atinge mais profunda e extensamente a colônia, que no momento preciso em que abordamos a nossa história, e nos distritos da mineração. Vamos encontrar aí um número considerável destes indivíduos desamparados, evidentemente deslocados, para quem não existe o dia de amanhã, sem ocupação normal fixa e decendente remuneradora; ou desocupados inteiramente, alternando o recurso à caridade com o crime. O vadio na sua expressão mais pura. Os distritos auríferos de Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso oferecem tal espetáculo em proporções alarmantes que assustarão todos os contemporâneos. Uma boa parte da população destas capitanias estava nestas condições, e o futuro não pressagiava nada de menos sombrio."

10.8.16

PRESERVAÇÃO X DEVASTAÇÃO

PRESERVAÇÃO
DEVASTAÇÃO

9.8.16

AV. DR. TIMÓTEO BRUNO BELUCE, JARDIM SANTA TERESA, MARÍLIA (SP)
EM 2011
AV. DR. TIMÓTEO BRUNO BELUCE, JARDIM SANTA TERESA, MARÍLIA (SP)
EM 06/08/2016

NENHUM JARDIM DE ALÁ OU JARDIM SUSPENSO DA BABILÔNIA VAI RECUPERAR AS ÁRVORES ALI PLANTADAS HÁ MAIS DE 10 ANOS.

8.8.16

CRIME AMBIENTAL EM MARÍLIA.

AS ÁRVORES DA IMAGEM ABAIXO FORAM ARRANCADAS DESDE A RAIZ PELO SUPERMERCADO CONFIANÇA, EM MARÍLIA, NA AV. DR. TIMÓTEO BRUNO BELUCE. ELAS, AS ÁRVORES INTRUSAS,  ATRAPALHAVAM A VISÃO QUE OS TRANSEUNTES TINHAM DAS INSTALAÇÕES DO PRÉDIO DO SUPERMERCADO. TRATA-SE DO "PADRÃO DE ATUAÇÃO" CONFIANÇA SENDO IMPLEMENTADO EM SEU MAIS NOVO EMPREENDIMENTO, PADRÃO QUE OS CLIENTES JÁ CONHECEM E ESPERAM.


Obsolescência programada.

A idade já avançada pesa-lhe nas costas e a vitalidade de outrora ficou presa na lembrança passadista. Mesmo assim seus pesados passos percorrem a distância com alguma facilidade buscando enganar a morte que se avizinha; mesmo assim as tarefas diárias são realizadas a contento apesar da ofegância pulmonar tirar-lhe a capacidade plena de vida.
Certa manhã, o previsto aconteceu.  Um buraco na rua, resultado da inoperância governista,  coloca-o abaixo e estatelado no asfalto geme uma dor nunca antes sentida. A demora no atendimento médico, com a ambulância chegando muito tempo depois do ocorrido, faz seu corpo velho sofrer: a quebradura atingiu a base do fêmur.
Vários dias de internação, o diagnóstico médico é certeiro: o velho precisa de cirurgia para o implante de prótese.
Cirurgia delicada, o velho passa pela situação com muita galhardia e coragem e a recuperação será lenta e dolorosa.
Mas ele resiste e a morte é adiada mais uma vez.
A obsolescência programada ficou para trás. Seu prazo de validade está expirando, mas ainda corre o sangue pelas grossas veias como caminhos que levam a lugar nenhum.
Caminhos que todos sabemos onde vai dar.

5.10.15

SAPIENS - UMA BREVE HISTÓRIA DA HUMANIDADE; 2001 - UMA ODISSÉIA NO ESPAÇO E A EVOLUÇÃO DO SER HUMANO.



"Um animal insignificante"

HÁ CERCA DE 13,5 BILHÕES DE ANOS, A MATÉRIA, A ENERGIA, O TEMPO E O ESPAÇO surgiram naquilo que é conhecido como o Big Bang. A história dessas características fundamentais do nosso universo é denominada física.
   Por volta de 300 mil anos após seu surgimento, a matéria e a energia começaram a se aglutinar em estruturas complexas, chamadas átomos, que então se combinaram em moléculas. A história dos atómos, das moléculas e de suas interações é denominada química.
   Há cerca de 3,8 bilhões de anos, em um planeta chamado Terra, certas moléculas se combinaram para formar estruturas particularmente grandes e complexas chamadas organismos. A história dos organismos é denominada biologia.
   Há cerca de 70 mil anos, os organismos pertencentes à espécie Homo sapiens começaram a formar estruturas ainda mais elaboradas chamadas culturas. O desenvolvimentos subsequente dessas culturas humanas é denominado história.
   Três importantes revoluções definiram o curso da história. A Revolução Cognitiva deu início à história, há cerca de 70 mil anos. A Revolução Agrícola a acelerou, por volta de 12 mil anos atrás. A Revolução Científica que  começou há apenas 500 anos, pode muito bem colocar um fim à história e dar início a algo completamente diferente. Este livro conta como essas três revoluções afetaram os seres humanos e os demais organismos."

   O texto acima é o início do livro "Sapiens - Uma breve história da humanidade " de Yuval Noah Harari, editora L&PM editores, pag. 11.

   Ali estão as principais idéias que o autor vai desenvolver ao longo de cerca de 450 páginas do livro.

  Em primeiro lugar ele coloca o homo sapiens em seu devido lugar no universo: um animal insignificante que, graças a uma infinidade de coincidências da natureza, o tornou rei dos animais. Rei assim, porque nós, no alto de nossa prepotência, nos declaramos. E com essa idéia aniquilamos a maioria dos seres vivos do planeta e devemos continuar nessa viagem até talvez aniquilarmos a nós próprios. Insignificante porque "gostemos ou não, somos membros de uma família grande e particularmente ruidosa chamada grandes primatas. Nossos parentes vivos mais próximos incluem os chimpanzés, os gorilas e os orangotangos. Os chimpanzés são os mais próximos. Há apenas 6 milhões de anos, uma mesma fêmea primata teve duas filhas. Uma delas se tornou a ancestral de todos os chimpanzés; a outra é nossa avó." (pag. 13)

 Em segundo lugar, ele faz um resumo extraordinariamente bem feito, de como o universo se desenvolveu, independente da vontade do homo sapiens, que é um produto desse universo. Física, química, biologia levam à criação de organismos, inclusive o homo sapiens que, diferenciando-se de outros animais, cria a história. De um lado, temos o que ele chama de ordem natural e de outro, a história, a ordem imaginada. Aqui o sapiens se destacou e criou de forma artificial o mundo em que habitamos. Três ordens imaginadas contribuíram para alcançarmos o estágio atual: a ordem monetária, com a criação do dinheiro; a ordem imperial, com a criação da política e os processos de dominação dos povos e a ordem religiosa com a criação de religiões universais como o budismo o cristianismo e o islamismo. 

 Em último lugar, o autor relata as revoluções que afetaram o desenvolvimento do sapiens: a cognitiva, quando o desenvolvimento do cérebro humano o diferenciou de outros animais; a agrícola, quando se dominou as técnicas para a produção de alimentos e a científica com o domínio e o desenvolvimento da tecnologia e que se estende até os nossos dias. 

  Para o autor o fim da história está decretado. O que advirá no futuro é sombrio: "Há 70 mil anos, o homo sapiens ainda era um animal insignificante cuidando da sua prória vida em algum canto da África. Nos milênios seguintes, ele se transformou no senhor de todo o planeta e no terror do ecossistema. Hoje, está prestes a se tornar um deus, pronto para adquirir não só a juventude eterna como também as capacidades divinas de criação e destruição." (pag.427).

  As cenas iniciais do filme de Kubrick, 2001 - Uma odisséia no espaço, de 1968, ilustram o que o Noah Harari discorre em seu livro: em algum canto do planeta nossos ancestrais, com o despertar da inteligência, adquire a capacidade de utilizar as ferramentas, inclusive para matar, prenúncio de sua forma constante de agir e transformar os rudimentos de um osso em tecnologia ao longo da história. 

8.7.15

Brasil: Estado Democrático de Direito ou Republiqueta das/dos Bananas?

5.6.15

Alimentando o meu pessimismo.

Monge budista incita violência contra muçulmanos em Mianmar

Do UOL, em São Paulo

 
  • 20.jun.2014 - O controverso monge budista Ashin Wirathu (de laranja) é acusado de instigar a violência sectária entre budistas e muçulmanos em seus sermões
    20.jun.2014 - O controverso monge budista Ashin Wirathu (de laranja) é acusado de instigar a violência sectária entre budistas e muçulmanos em seus sermões
Um monge budista é apontado por ativistas de direitos humanos como um dos principais responsáveis pelo aumento da violência sectária e pelo êxodo de membros da etnia rohingya de Mianmar nos últimos dois anos.
Apelidado de "Bin Laden birmanês", Ashin Wirathu, 46, líder do grupo nacionalista budista 969, faz sermões e posts inflamados, que são distribuídos pelas redes sociais.
Neles, dissemina boatos e defende o boicote a negócios mantidos por muçulmanos --a quem ele chama de "cobras", "cachorros loucos" ou pelo termo depreciativo "kalar" (pretos).
Muçulmanos, os rohingyas são cerca de 2% de uma população em que 9 em cada dez habitantes são budistas --é difícil saber exatamente quantos são, já que foram excluídos do último censo, em 2014.
"Os muçulmanos querem destruir nosso país, nosso povo e a religião budista", afirmou Wirathu em um discurso.
Em encontro recente com jornalistas internacionais em Yangon, ele disse: "Já li o Corão. Honestamente, não achei lá nada de que eu tenha gostado".
"Apesar de serem uma minoria, nossa raça tem sofrido sob seu jugo", afirmou o monge em entrevista de 2013, disponível no YouTube. "A maioria budista não os corrompeu nem abusou deles. Mas temos sofrido com este fardo."
"Por isso é que, se houver tantos muçulmanos quanto há budistas, Mianmar não terá paz", finalizou.
Wirathu chegou a ficar preso por oito anos, condenado por incitação à violência, mas foi solto em 2011 após uma anistia geral no país.
Em julho do ano passado, o monge postou no Facebook que dois irmãos muçulmanos haviam estuprado uma budista em Mandalay, a segunda maior cidade do país e origem de Wirathu.
Em seguida, uma gangue budista promoveu ataques aos bairros islâmicos, e dois muçulmanos foram mortos. A polícia nunca interveio. Mais tarde, a moça confessou ter inventado a história. 
"Desde outubro de 2012, quase todo incidente de violência sectária tem sido precedido por uma pregação do 969 --e normalmente do próprio Wirathu", afirmou um relatório do grupo de direitos humanos americano Justice Trust. 
"Wirathu tem um papel central com seu discurso de ódio e a islamofobia que ele gera, dado que os rohingyas são cercados por uma comunidade hostil que pode ser incitada à violência muito rapidamente", disse ao jornal "Los Angeles Times" Penny Green, da Queen Mary University of London, autor de um relatório sobre Miamar.
 
"Por que essas pessoas estão fugindo em botes? Por que elas se arriscam à morte em alto-mar? Porque a existência que têm e a falta de futuro são piores", acrescentou.
 
Grupos alertam que a perseguição sistemática sofrida pelos rohingyas em Mianmar se assemelha à situação que antecedeu os genocídios de Ruanda e de Srebrenica (Bósnia-Herzegovina).
 
Como não são uma etnia reconhecida pelo governo de Mianmar e são apátridas, eles não podem trabalhar, não têm acesso a educação, liberdade de movimento e direito a voto.
 
Em alguns Estados, eles precisam de autorização especial para casar, só podem ter no máximo dois filhos e vivem em guetos desprovidos de qualquer infraestrutura. (Com agências internacionais, BBC e Los Angeles Times)

27.2.15

Ser humano: ser desprezível

Tudo em nome de deus:

Foto: Mohammed Abed/AFP - Criança palestina passa ao lado de um mural pintado pelo artista britânico Banksy, na Faixa de Gaza. Foto: Mohammed Abed/AFP

Olhar Estadão

Arte nas ruínas
Criança palestina passa ao lado de um mural pintado pelo artista britânico Banksy, na faixa de Gaza. Foto: Mohammed Abed/AFP

31.1.15

Ser humano: ser desprezível

TUDO EM NOME DE DEUS:


Bulent Kilic/AFP - Atirador curdo observa a destruição na cidade síria de Kobani. Foto:Bulent Kilic/AFP


DEVASTAÇÃO DA CIDADE SÍRIA DE KOBANI.
Em O Estado de São Paulo